Mostrando postagens com marcador ELO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ELO. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O valor de uma vitória

Quanto vale sua vida?
Qual é o Valor. Qual é o Preço?
Por Douglas Lugano

Olá galera!

Fazia tempo que eu não postava alguma matéria no meu blog devido a projetos novos que vem chegando muito em breve. Por isso, estou me dedicando a esse projeto, esse sonho, e peço desculpas pela minha ausencia.

Como todos sabem, e se não sabiam, devem ter acompanhado nas postagens anteriores sobre meu trabalho com as famílias das crianças da ONG. É um trabalho lindo, e em breve, vocês poderão acompanhar mais de perto.

Ainda sobre esse trabalho, em minhas visitas, sempre pergunto se posso postar o conteudo das nossa conversas. Infelizmente, algumas imagens e as conversas não podem ser publicadas, por questão de sigilo e ética. Mas essa ultima visita que fiz, na semana passada, me foi pedido pelo próprio visitado, para que eu contasse essa história. E vale a pena ler. Você pode se emocionar. Hashtag recomendo!#Recomendo

Não sei quanto vale a vida, até porque nunca coloquei a minha a venda, mas para Juan Pablo de 65 anos, ela não tem preço, mas valores.
Na semana passada, fui visita-lo no hospital na zona oeste de São José dos Campos, minha cidade que fica no interior de São Paulo, a pedido do filho, Pablo, seu filho do meio, 31 anos. Entrei no quarto com cinqüenta minutos de atraso em uma visita agendada para as 15h15, culpa do trabalho, nem por isso a família deixou de me receber com um largo e amistoso sorriso. Entrei no quarto, e já fui levando bronca com um sonoro sermão de “Achei que fosse vir pra janta!” nada que um sorriso não traduzisse as desculpas.

Cumprimentei a esposa, dona Helena, e suas duas filhas “Andréa, de 29 anos, nutricionista e Maria de Lourdes, 21 anos que preferiu ser enfermeira pra se dedicar no cuidado com o pai que a mais de uma década luta contra um câncer na próstata e com metástase no pulmão. No quarto ainda estavam dois enfermeiros e um médico do plantão que quiseram acompanhar a conversa, também os cumprimentei.

Enfim, me aproximei do sr. Juan, dei um abraço e me sentei numa poltrona que me permitia estar na mesma altura de seu leito, porém, de costas para os demais. Acima de sua cama, haviam dois espelhos grandes que eu conseguia ver quem estava atrás de mim.

Começamos a conversa, com ele me falando dos dias atuais, sobre a política e depois ele fez questão de relembrar a derrota da seleção brasileira na copa do mundo, e me perguntou se meu país (Uruguay – depois conto o por quê, num outro post, quem sabe...) não teria vencido se não fosse pela mordida do Luiz Suarez. Respondi que sim. Foi então que o sr. Juan começou a falar da vida, de sua situação, lutando contra a doença por quase 18 anos, e como essa luta tem um grande significado em sua vida.

Para quem tem câncer e venceu, é um alivio e uma apreensão. Alivio porque você sabe que a doença te deixou em paz, mesmo estando sem evidencias de câncer, e uma apreensão porque você sabe que não está totalmente curado, e por isso a necessidade de ficar sob alerta, fazer os exames de “manutenção” e seguir uma serie de regrinhas. Mas para quem ainda está na luta, cada manhã é uma vitória. E pra quem fica, depois que alguém “venceu o câncer”, é o começo de uma nova luta, só que  uma luta diferente, porém não menos árdua.
Para o Sr. Juan é a forma de “experimentar” a docilidade da vida, só que em pratos frios. “A gente tenta rejeitar, mas é preciso comer!”

Nessas visitas, é comum sermos apenas o ouvinte. Nada de dar conselhos, dar opiniões, ouça! Apenas ouça.

“Não sou eu que tenho azar em ter um câncer, mas o câncer é que tem o azar de me ter como adversário! Sou um homem que não tem um câncer evoluído, mas um homem evoluído apesar de um câncer. É esse o valor da vida, é esse o preço que eu pago”
(Sr. Juan Pablo) 

Continuou então falando da família. Falou da esposa, o quanto a amava, mas ainda advertiu: “Para de chorar sua boba! – disse - É assim o tempo todo, menino, não pode vir uma pessoa aqui que ela derrete feito manteiga".
Falou do orgulho que tem pelos filhos citando as qualidades e os defeitos, principalmente, de cada um. Foi então que, todos ali, promoveram um silencio, aquela pausa tensa. Então, aquele homem de aparência cansada, conteve o choro e desabafou. “Estou a dois meses neste estado terminal. Me dei conta disso quando comecei a receber os mimos dos médicos, e as comidas fora da dieta habitual. Onde já se viu comer lasanha, quando a dias atrás eu só comia macarrão sem sal? Dói, chega a arder, machuca, mas na minha situação agora é esperar o inevitável. Não sou católico, mas já recebi visita do padre amigo do meu filho, de uns evangélicos que vêem aqui orar, essas coisas me fazem bem, me trazem paz e é isso que importa.” A essa hora, já estávamos todos movidos por emoção. Depois de falar sobre quase tudo, resolvi então perguntar ao homem que tem como sobrenome “Ferro” se ele pensava no momento da morte. Respondeu que sim, e completou: “A todo instante!” então, tomei coragem e emendei a pergunta: “Já pensou como vai ser o momento?” – Do encontro? – perguntou – Sim – respondi. Nesse momento a filha mais nova interveria, mas a mãe a conteve. “Eu vou olhar pra ela (morte) e dizer que estava morrendo de vontade de conhecê-la. Já aceitei a doença. A aceitação nos faz evoluir. E eu preciso evoluir. Estou num estado físico deplorável, como vêem, mas a minha alma precisa evoluir. Acho que quando eu chegar no outro plano a evolução vai continuar.” E como imagina essa evolução? – perguntei novamente. “Acredito que lá deva ser um gramado, desses padrões FIFA, numa manhã de dias frios. A neblina tomando conta da visão e você não consegue enxergar a dois metros a medida que você vai caminhando. Quando toda essa neblina ou névoa se dissipar, então a evolução estará completa e você contemplaria a divindade. É assim para os católicos, é assim pros evangélicos, é assim pros cardecistas” – Mas o senhor ...? – Não, eu não seguia religião, não sigo, mas a doença me fez aproximar no Deus com “D” maiúsculo e a minha evolução vai terminar quando eu estiver de frente com ele...”

A conversa foi interrompida pelo médico, motivado pelo choro das filhas. Sr. Juan me abraçou forte, e enquanto nos despedia ele me disse algo ao pé do ouvido que não posso publicar. Me despedi dos demais e fui pra casa sentindo uma paz e o sentimento de dever cumprido. Sr. Juan continua lutando e sua luta está chegando ao fim. Seu maior exemplo? Segundo o filho é nunca ter desistido de nada nessa vida. "Ele nunca desistiu de mim, nem da minha mãe, nem dos meus irmãos”


Aos familiares, a minha promessa de sempre estarmos juntos e minha prece silenciosa. Ao senhor, a minha gratidão e a certeza de que irei cumprir com seu pedido...

#ELO #ElosDaEsperança #ACorrenteDoBem2014 #Motivação

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ELO - NOSSO LADO SOCIAL - Part. 2

Por Fernanda Heloísa Di Salvi
Paulínia, SP

Boa tarde galera... Eu havia feito um outro post desse, contando histórias que algumas pessoas viveram com o Doug ou coisas que ele fez por alguém, porém eram vários textos e mensagens e para que essas novas postagens possam acontecer, preciso da colaboração de vocês para que continuem enviando as histórias, mensagens, fotos, ok?
Bom, eu recebi algumas novas mensagens e escolhi 3 para esse novo post, mas calma, se você me enviou histórias e ela ainda não está aqui, ela ainda irá aparecer! Vamos lá:


“Conheço o Douglas a pouco tempo, mas sei que ele é uma pessoa super especial e do bem, que sempre está disposto a ajudar quem precisa. O Douglas faz várias coisas para promover a ajuda para pessoas carentes ou que estejam passando por alguma dificuldade e sempre que eu posso tento ajuda-lo, pois acho esses projetos muito legais.” (Diego Daniel, Amigo do grupo de corrida e personal, São José dos Campos)
 
“Boa tarde, recebi pelo facebook um convite e olha que não era de joguinhos, graças a Deus. Tratava-se de um conhecido, Douglas Lugano, sua amiga Fernanda Heloisa Di Salvi me pediu para dar um depoimento sobre essa figura a fim de postar no blog...Vamos lá.
Falar bem das pessoas é muito difícil, pois estamos sempre dispostos a fazer o contrário, mas como falar mal do Douglas, literalmente eu ainda não sei, pois ele pode ter algumas manias, ser um pouco grosso e faceiro às vezes, mas a bondade em seu coração transborda... Um dia me ensinaram que a bondade pode ser maior que o amor... E isso é verdade... Uma vez que deixamos de nos importar com nós mesmos a fim de aliviar a dor dos demais chegamos mais próximo de Deus, que com sua infinita sabedoria transporta ao doente, alivio, paz e muitas das vezes a cura. Sou seu chef, mas a cada dia eu que aprendo através de sua mansidão, honestidade e a sua força de superação o quão bom é viver, acreditando em dias melhores e no ser humano. Obrigado pela oportunidade de estar em sua vida. Espero que no futuro possamos nos tornar verdadeiros amigos, pois hoje já sei admirá-lo como tal.” (Alexandre Bertolasse , Chef de cozinha do Le Palmier Restaurante, São José dos Campos/SP)


“Com certeza tenho história com ele, aliás quem passa pelo menos alguns dias com o Teco deve ter história pra contar. A história que conto é do dia em que ele conheceu o Morumbi pela primeira vez, sou Tricolor doente e ele sempre soube disso. No ano de 2006 ele vinha muito aqui na rua, pois treinava o timinho aqui da igreja. Ele vinha e ficava conversando conosco, fazendo piadas, contando historias e depois (alguns dias) ele ia para a igreja. Segundo ele mesmo falava: “Um dia vou ser padre” rs... Nesse mesmo ano eu queria muito voltar ao Morumbi (eu tinha ido em 2004), porém eu tinha apenas 16 anos, e teria que ter algum responsável pra levar a gente. Como eu sabia que o Teco nunca tinha ido, fiquei no pé dele e marcamos a caravana dos “São Paulinos da Vila Tesouro”. Foi pouca gente, eu, ele e mais uns 7, mas o engraçado foi que tínhamos combinado tudo certinho, outros meninos também ate já tinham pago a van e tudo mais. O jogo foi em uma quinta-feira, as 19:30, tínhamos combinado de sair as 16hs da tarde. Porém no dia do jogo, ele levantou e começou a avisar a todos que não teria mais, porque ele tinha acordado e na noite anterior sonhou que a Van tinha capotado, todos tinham morrido na estrada e etc... Ou seja, ele estava com medo kkkkkkkk... As 17h da tarde, chegou alguns meninos que iam, e não foram avisados que o Teco tinha cancelado rs. O que fizemos? Fomos todos na casa dele forçar ele a ir. Chegamos lá, foi difícil, mas conseguimos convencê-lo, ele ligou para o cara da Van que veio correndo e nos levou. Não sei até hoje, como chegamos a tempo do jogo, juro! Chegando na porta do estádio, demos o dinheiro na mão dele para comprar os ingressos... Quando ele chegou na boca da bilheteria o que aconteceu? As mãos dele tremiam, tremiam muito kkkkkkkk (ele vai se lembrar disso tenho certeza) . Mas beleza, conseguimos comprar, conseguimos ver o ônibus do SPFC passar do nosso lado e entramos... Vimos o jogo, ele ficou muito feliz de estar lá dentro, todo mundo curtiu, deu risada e viemos embora felizes da vida. No caminho de volta, na van, estavam todos cansados, porém todo mundo notou uma cena estranha, o teco estava deitado em dois bancos, coberto com a bandeira, talvez ele estivesse cansado com tudo o que havia acontecido no dia, creio que tinha sido muito difícil para o mesmo, porém assim que ele levantou notamos que o olho dele estava vermelho, como se fosse de uma pessoa que tinha chorado kkkkkk. Começamos a brincar com ele: ‘ Ih o Teco estava chorando de emoção, e tal e tal”... Ele deu aquela risadinha negando, mas que entrega e significa tipo: Ah, eu estava mesmo”. Eeeeeeee Teco viu! Hoje em dia sou eu que organizo as caravanas, o Teco já foi em umas duas, a presença dele é sempre importante, e muito engraçada. OBS: Hoje ele não treme mais, né Tecão? E tem outra história... Uma vez, dei a ele uma camisa da Independente do Japão, com o autógrafo dos jogadores (apagados), pois ele me pedia isso a anos, então um dia dei a ele. Nesse mesmo tempo, eu disse a ele que estava querendo muito comprar uma bandeira oficial do SPFC, que eu nunca tive uma legal. Um dia ele me ligou e falou: “Cara comprei a bandeira (não me lembro se ele tinha comprado, ou ganhado), vem aqui e pega ela”. Fui todo feliz, achei que ele estava me zuando, até que ele me entregou a bandeira com muito carinho dizendo: “É sua Dukinho, pega ae” Nunca esqueci, e nunca esquecerei de que só tenho essa bandeira, porque ele me presenteou, ele quis me dar e gosto muito dela, oficial, novinha e linda porque é do glorioso São Paulo FC! Obrigado TECO!”  (Marco Aurélio (Dukinho), amigo, São José dos Campos/SP)
Gostaram? As publicações podem continuar, conto com a colaboração de todos!
Beijos e Abraços.

domingo, 27 de julho de 2014

Galera, tô chegando!

SINERGIA!
Por Wellington Abreu
São José dos Campos-SP


Olá pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!
Bom, hoje eu recebi o convite do meu grande amigo Douglas Lugano (Teco), para fazer parte da equipe de seu Blog! De inicio fiquei meio ressabiado em aceitar seu convite, já que não tenho experiência em Blogs (acho que isso deve estar bem perceptível rs) mas como esse convite não foi o primeiro, então pensei bem e aceitei o desafio! 

Então pra inicio de tudo, vou me apresentar! Me chamo Wellington Abreu, sou amigo do Douglas há mais de 15 anos! (é pessoal, o tempo passa!), trabalhei na PM (Policia Militar de SP) por cerca de 1 ano e fui Sargento do Exército por um período de 3 anos. Morei em Blumenau-SC, Três Corações-MG, Araguari-MG e voltei pra São José dos Campos final do ano passado. Hoje em dia estudo, e como estudo! rs

Com essa breve apresentação, vou dizer a vocês com o que irei contribuir por aqui. 
Minha intenção é trazer um "pacote" de diversidades para vocês! Mas como assim Wellington? Calma, vou explicar.

Esse "pacote" de diversidades são várias dicas!
Dicas de músicas, filmes, livros, HQs, cinema, tecnologia e muito mais! Fora as matérias em conjunto com o Douglas, especialmente os cafés! Não é mesmo Teco!

Ah pessoal! E tem mais novidades chegando, logo vai sair do forno um site quentinho quentinho! Cheio de coisas bem bacanas, e estarei por lá também!

Bom galera é isso! Espero que possamos aproveitar bastante por aqui e que as dicas que irei trazer possa contribuir de alguma forma pra todos nós!

Um grande abraço e até mais!!!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

ELO - NOSSO LADO SOCIAL

NÃO BASTA QUERER SER BOM, TEM QUE TER A BONDADE DENTRO DE NÓS!
Por Fernanda Di Salvi
Paulinia, SP


Quando falamos de Douglas Lugano, e seus trabalhos, mal sabemos de seus trabalhos com as familias das crianças com cancer. Ele mesmo parece não divulgar seus trabalhos, porque segundo ele, "não é algo que se deva gritar aos quatro cantos do mundo, mas algo que tem que vir do coração e ser feito com a mais pura das vontades" Mas nós conseguimos falar com algumas pessoas que nos contaram um pouco dessa rotina fora da cozinha, fora da igreja e até mesmo, fora da familia. O que é "um desafio pessoal" pra ele, pode ser um exemplo pra cada um de nós... Segue alguns comentários e depoimento de algumas pessoas que se dedicaram com ele, e se juntaram. Se você também viveu algum momento, experienciou algum fato, conta pra gente. 

TODOS PODEMOS SER ASSIM, POR QUE NÃO FAZER O MESMO?...(Douglas Lugano)

"Em novembro de 2008 Douglas foi chamado por uma família da cidade de São Paulo, a filha do casal estava internada em um hospital no centro da cidade.
Na noite anterior lembro-me que fomos a um shopping na Avenida Paulista a procura de um presente adequado para ela. Foi até engraçado porque rodamos todo o Shopping com a nossa “mala de viagem” e todo mundo nos olhava. Será que eles pensavam que éramos sacoleiros da 25”? Visivelmente ele estava muito ansioso, mas ao mesmo tempo feliz e não se importava com aqueles olhares. Deixei-o com um amigo que ele encontrou por lá, pois eu estava atrasado para um compromisso com minha mãe. No dia seguinte, quando chegamos ao hospital que ele já conhecia, ele já estava até mais tranqüilo. Subimos ao quarto e ele entrou com um lindo arranjo de flores. Eram rosas "cor - de - rosa" de um tom bem clarinho. Ele ficou mais de uma hora com ela conversando e os dois riam o tempo todo. Ela ficou muito feliz, dava pra ver a emoção nos olhos dos dois. O Douglas é muito chorão, chora com muita facilidade. Quando nos despedimos dela e de todos da família que estava ali registrando aquele momento, ele já estava segurando para não chorar, e fez quando entramos no elevador, aí não teve jeito, nada que meu ombro não ajudasse naquele instante. Choramos de soluçar, sim nós dois. É uma pena que aquela moça tão linda não tenha resistido ao tratamento e faleceu poucas semanas depois.
O Douglas não é um cara famoso ou uma celebridade, mas ele se tornou um cara popular, muito querido entre todos nós, daqueles que torna o ambiente agradável quando se está com ele, um cara carismático, com uma essência que conquista e quebra qualquer protocolo. Isso faz muita gente se apaixonar pelo o que ele faz e pelo o que ele é. Assim como eu sou apaixonado pelo trabalho dele. (Alessandro Moreira, amigo, - Ator, SP)

Ele queria muito me ajudar e de tanto insistir dei uma missão no Natal de 2008: Arrecadar entre os amigos dele, apenas 50 panetones, pois era uma coisa fácil de se fazer. Ele me apareceu aqui com uma van com mais de “50 caixas”, daquela com 24 panetones em cada uma. O que eu faria com tantos panetones? No ano seguinte ele apareceu com o dobro e isso se repetiu ainda em 2010. Eu já dizia que ele era o louco maior, mas a mais louca era eu por duvidar dele. Além das famílias das crianças da ala, doamos pra 14 comunidades e ainda sobrou. Morro de saudade daquele sorriso tímido, daquele olhar que brilha, daqueles olhos verdes cheio de mistério. Mais saudade eu tenho é daquele sorrisão feliz. (Sandra Galvano – Diretora HF)

Lembro daquele moço loiro entrando na minha casa e achei que fosse o Gugu. (Leonardo Freitas – Paulínia/SP)

Não mude nada em você Douglas, exatamente nada, você é incrível! (Meirielen Teixeira, chef de cozinha, Vila Velha/ES)

Meu guri mais que querido! (André Pires, empresário e amigo, Jaraguá do Sul/SC)

Bom, falar desse cara é um tanto quanto complicado e ao mesmo tempo me deixa muito feliz porque sei que o bem que ele faz as outras pessoas reflete em sua alma. E isso transparece, chega até nós...
Quando o conheci a 3 anos ou mais, fui percebendo aos poucos a pessoa que ele é: humilde e de bom coração. Sempre está disposto a ajudar qualquer pessoa que esteja passando por qualquer problema, independentemente de sua classe social, raça, cor, credo, opção sexual. 
Houve um caso que passei com ele, que acho que ele nunca vai me perdoar, mas... bom, um conhecido meu sofria de uma doença rara e eu cheguei a comentar sobre isso com o Douglas que imediatamente já quis saber mais sobre a doença, sobre ele, onde morava... O tempo passou e ele veio a falecer sem que o Douglas tivesse a chance de conhecê-lo e, diante de todos os tumultos, eu esqueci de avisá-lo. Quando soube, ele ficou muito bravo e muito sentido, principalmente, como se conhecesse o garoto, como se essa pessoa fizesse parte da sua família. E foi nesse momento que eu parei e percebi quem é o verdadeiro Douglas. Não apenas aquele que todos vêem, um rapaz que faz coisas boas pelas pessoas, mas o Douglas humano, de coração puro e alma bondosa! Ele é um exemplo e sei também que muitas pessoas vêem pelo menos um pingo de esperança através dele e nas coisas boas que ele faz, seja arrecadação de roupas, alimentos ou até visitas para pessoas que estejam passando por alguma dificuldade... Ele é simplesmente um anjo! (Fernanda Di Salvi, Paulínia, SP)

Certas características de Douglas são tão obvias que são fáceis de passarem despercebidamente.
De certa forma o tipo de desempenho de passar para uma variedade de estilo diferente de ser fez com que o atraíssemos para nosso roteiro e fez com que ele acertasse naquelas filmagens para o grupo. É o que ele gosta. Inovar, criar! Demos o roteiro e ele nos superou, era sua maneira de atuar na vida e criar seu personagem, sua figura na nossa peça. (P. Nogueira - Uberaba/MG) (sobre a peça "Pare, deixa eu descer!")

Na verdade, Douglas tem uma base bem complicada de se entender. Se na vida você tem que seguir um mapa sem poder ver pra onde está indo, o Douglas fez um ótimo trabalho decifrando esse mapa e, de fato, regeu tudo sozinho.
Todos os seus trabalhos foram feito da maneira como você vê, às claras! Nada foi omitido ou escondido. Na “Casa Pinheiro” ele mostrou de tudo e fez tudo ao vivo, ali na nossa cara. Fazia, refazia e tornava a fazer quantas vezes fossem necessárias, até que aprendêssemos. Foi ali que eu senti que ele tinha uma quantidade certa de sentimentos e precisão, que era uma mistura muito proveniente para o que a gente precisava.
Sabe, pra isso, tudo tem de estar certo, mas também tem de ter a dosagem certa de sentimento e sensibilidade. Assim ele fez, refez e fez novamente até sentir que ele próprio não estava errando.
Ele é muito detalhista. Os trabalhos dele, assim como textos que ele escreve, os vídeos que ele idealizou pra nós, essas imagens, essas fotos, não são fáceis de decodificar. Há muitas coisas acontecendo nele e não necessariamente fazem sentido quando estão todas juntas. Mas eu acho que, emocionalmente o trabalho dele faz um enorme sentido e pode ser fácil de interpretar se comparado ao próprio projeto de maneira um tanto exagerada, como no vídeo do menino Tato, por exemplo, a narração, o texto, emociona!
Já no roteiro de “Prelúdio” há um sentido equilibrado, um tipo de força, de emoção incrível na maneira como ele representa tudo.
Um desejo em poder ser quem você é realmente. Acho possível ler estes trabalhos como uma luta pessoal. Mas parece com uma sensação de alguma maneira não poder ser quem você é e estar num espaço muito grande, muito visível e, mesmo assim estar sufocado. Não há elemento de expressão sobre o que ele esteja fazendo. A essência desse “curta metragem” - (Prelúdio) - vem disso. Aquela sensação de “Algo está errado aqui. Por que estou nesta situação? Por que isso está acontecendo comigo?” E, do ponto de vista de como a poesia da história se comunica de forma tão poderosa e emocional. Acho que são algumas dessas emoções que esses curtas trazem. Penso que foi isto que Douglas trouxe àquela forma de se expressar junto com a diversão e tudo o mais que há ali naquele trabalho. (Carol Lívia Mendes -Amiga e Editora - Revista Morumbi)

A melhor pessoa que eu conheci. Em todos os aspectos. Incomparável. Tem um coração sem tamanho. Amo de verdade (Jhonathan Severo, DJ)

Engraçado, divertido. (Ada/ make-up/SP)

Batalhador, guerreiro, vencedor. Muito orgulho de te-lo como amigo (Frank Coimbra - Cantagalo, RJ)

Percebi o quanto ele tem um amor imenso pelos amigos quando meu irmão ficou doente. No começo eu implicava com tamanha preocupação que ele dispensava: Ligava, perguntava, visitava quase que diariamente. Quando ele ligava pra minha mãe dizendo que ele viria ver o Ricardo ele aproveitava e trazia todo suprimento e remédio de que meu irmão precisava. Sem nunca aceitar reembolso.
Quando o Ricardo ficou nos seus últimos momentos, o Douglas ficou visivelmente péssimo. Já desenganado pelos médicos, mas ainda lúcido na cama, me emocionava quando eu o via sentado ao lado vigiando o sono do meu irmão e lendo qualquer porcaria ou contando piadas que meu irmão se engasgava de tanto rir. No dia seguinte, ele já bem cansado dormiu sentado numa cadeira, do lado meu irmão. Entrei no quarto e fiquei olhando a cena. Meu irmão e seu corpo já consumido pela doença, que ainda resistiu ao tratamento por mais duas semanas. Foi então que reconheci esse amor, essa amizade invejável deles. Dias depois no velório, ele se segurou o tempo todo das 17 horas em que meu irmão ficou naquela capela no centro de São Paulo, até mesmo quando todos nós fomos embora pra descansar ele ficou ali velando o amigo, não saiu um minuto. Dias depois ele desapareceu e só voltou porque meu pai conseguiu o telefone dele e o chamou. Quando ele entrou na minha casa estava inconsolável, ao contrário de nós que estávamos todos já conformados. Sua voz não saia, ele não conseguia chorar e era visível que ele ainda estava em choque. Então minha mãe chamou pra ir ao quarto do Ricardo, ele se sentou como antes ao lado da cama como se vigiasse o sono do meu irmão e no silencio as lagrimas vieram. Eu nunca quis entender tudo aquilo, também não queria saber o que ligava os dois. Era amor demais um pelo outro, preocupação demais um pelo outro, amizade pura. Desde então eu nunca soube de alguém que tenha repetido o gesto. Era esse o brilho que tinha no Douglas (Lucia Abreu, amiga, SP)

Douglas teve uma crise de soluços tão feia que durou 5 dias e mesmo soluçando fez a apresentação do nosso projeto na empresa. Foi muito engraçado. (Carlos Oliveira, ex patrão, SJC)

O Douglas era tão ruim como juiz de futebol que em um jogo, o zagueiro sofreu uma falta na área e ele apitou dando penalty. Só que fez a cobrança na outra área. Como assim? Começou então um alvoroço e como ele viu que havia cometido um erro feio, disfarçou, pegou um papel no bolso do uniforme e apontou dizendo que era regra nova. Lógico que os pais que estavam no alambrado não caíram nessa. Nosso time mesmo assim ganhou, mesmo ele tendo roubado o lance. (Rodrigo  – ex aluno – SJCampos)

Não existem muitas pessoas como ele. (Fabiana Bittencourt, amiga- SJC-SP)

Se eu pudesse dizer alguma coisa pra ele pessoalmente eu diria: “Sou teu fã!" (Camila - dançarina, SP)

Para mim o Douglas é uma pessoa incomparável, sem igual. Ele sempre teve um lado social voltado a quem precise, agitou campanhas de conscientização da importância da doação de medula óssea, contra o câncer; mas foi quando ele conheceu um garotinho na cidade de São Paulo que ele se tornou um novo Douglas e não é porque o garoto era torcedor do São Paulo (SPFC), mas eu nunca vi uma mudança tão significativa assim nele.
Muito antes disso tudo ele já era bem centrado nesse jeito de fazer um trabalho social, mas este em particular mudou a vida dele por completo. A perda desse garoto mexeu muito com ele. Não saia mais de casa com os amigos. Era de São José dos Campos a São Paulo apenas por causa dos compromissos. Um tempo depois ele foi a vez dele lutar e ele venceu praticamente sozinho toda a situação. Uma pausa na seriedade pra um fato engraçado que ninguém sabe, mas ele ficou 4 horas na escadaria de uma igreja na Lapa/SP (ele vai me matar quando ler isso) esperando um amigo que era lutador de vale tudo, só pra entregar um quadro que ele havia feito. Combinaram de tomar café ali perto mas esse amigo não apareceu. Ele tinha saído ainda de madrugada, 05h da manhã da casa da irmã que morava no outro lado da cidade. Mesmo assim não perdeu o bom humor e, pelo que sei, são melhores amigos. Ele me contou isso no almoço naquele dia (rsss)
Em outras situações ele saía de tarde pra suas visitas no HC e voltava só à noite. Ele ia visitar a criançada com a gente e andava por toda cidade sem se preocupar com qualquer violência. Ali era o mundo dele. Essas visitas alimentavam a motivação pra ele, eu acho, e era dessas situações que ele obtera inspiração para alavancar nossas campanhas. Te amo Doug. (Denise Salaro - empresária - SP)



(Continua - mas só se você colaborar!)