quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sabores do Interior. PARTE I

Uma das coisas que eu aprecio nas cidades do interior- além da gastronomia, é claro - é a simplicidade do seu povo. Desde aquela criancinha ingênua que no seu olhar espera por um futuro incerto, até os mais velhos que vivem no seu presente o futuro que um dia, no passado tanto esperou. A cada olhar uma história e a cada história um jeito diferente de olhar a vida. São nessas pequenas cidades onde a violencia passa longe e o progresso e sua tecnologia ja fazem parte do dia-dia das pessoas, ainda ha muitos que preferem trocar a boa TV por um banquinho a beira da calçada vendo o dia passar.

Mogi Guaçu é assim: Uma praça vira ponto de encontro das familias e, talvez essa mesma praça aos domingos seja rodeado de uma feira calma, sem a gritaria das feiras das grandes cidades - meu cunhado Carlinhos ficaria entediado com tanta calmaria - Nesta mesma feira, um rapaz lá pelos seus 18 anos, divide um pastel com caldo de cana com aquela, que para ele, será sua futura esposa.

Na lateral do passeio, duas, senão mais gerações, partilham de um mesmo banquinho sem preconceito ou arrogancia. Também é possivel notar crianças brincando e trepando nos pés de manga onde em um desses, uma menina apara com a barra da saia as mangas que um menino - seu primeiro e secreto amor - joga lá de cima. O povo te dá "bom dia" espontaneamente e uns ainda arriscam um comentario sobre a previsão do tempo daquele dia.

De manhãzinha, o sol aparece por entre os eucaliptos e com toda sua força, arranca o lençol de seda sobre a terra e a desposa como um amante sedento. A natureza por sua vez se emociona e deixa escapar uma lagrima com sabor de orvalho.

O café tem um aroma inconfundivel, o ar tem um aroma indiscutivel e se mistura com o cheirinho de fogão de lenha e a atmosfera ganha um charme com a fumaça saindo pela chaminé. É por isso que para mim, Mogi Guaçu sempre vai ter um cheirinho de cereal matinal, cheiro de infancia com gostinho de aconhego.


"O amanhecer em Mogi Guaçu"  Vista da cozinha da Luciana, Beto e Felipe
Foto: Elaine Cristina







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Até a proxima!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Vida que passa!

Eu sou Douglas...
E ser Douglas é ser filho, é ser irmão, é ser amigo, é ser menino mesmo tendo que crescer.
É ter segredos e sonhos. Poder sonhar alto e não fazer disso um segredo.
É me apaixonar rápido e me apaixonar muito.
É amar a vida e as surpresas do desconhecido dia seguinte.
É achar que todo mundo é meu amigo e reserva-los um lugar especial em minha vida.
É me emocionar quando meus amigos me ligam, mandam mensagem.
É comemorar quando sai sol em dias nublados só pra poder contemplar o amarelo intenso dos ypês, meus favoritos.
É ser artista e necessitar de arte e fazer arte sem ser artista.
É pensar, pensar e pensar de novo antes de fazer algo e quando o fizer, perceber que foi algo impensado mas não arrepender no final.
É ter erros, querer ser perfeito... e sofrer com esta ilusão.
É adorar multidão e me jogar no meio do povo e mesmo assim  me sentindo apenas mais um.
É começar a ler vários livros ao mesmo tempo e não terminar nenhum.
É ler minhas anotações e não entendê-las.
É amar certas roupas minhas e vesti-las sempre.
É cantar a cada momento achando que minha vida é um musical.
É precisar do colo da minha mãe e não ter coragem de pedi-lo.
É chorar do nada e chorar muito e mesmo assim não ser Emo.
É ser tímido, parecer arrogante e na verdade ser todo bobo quando me abrem um sorriso.
É ser escorpiano da gema, ser possessivo, querer tudo e escolher ficar com nada.
É não saber falar “não” mesmo sabendo que vou sofrer depois.
É ser orgulhoso, às vezes chato e às vezes fresco...e fazer de tudo isso um charme.

É ser Jeca, ter orgulho de ter nascido no interior e não negar as raízes.
É bater palma a todo o momento por qualquer bobagem.
É pedir silêncio pra assistir um programa na TV e quando o fazem canto do nada um trecho de uma música qualquer.
É falar frases de filmes de repente.
É usar calça jeans e meia branca em casa seja inverno ou verão.
É usar óculos escuros mesmo quando não há sol.
É cantar até ficar rouco no banheiro ou na frente do computador.
É ouvir a mesma música várias vezes, aqueles classicos que só eu conheço.
É ter medo de toda e qualquer espécie de bicho peçonhento.
É ter ânsia quando ver algo que não seja agradável.
É amar ficar descalço nos raros momentos.
É conversar com o a TV em dias de jogos, discordar do comentarista e xingar o juiz.
É detestar, mas não viver sem, a gritaria dos meus irmãos ao conversarem no fim da noite (toda santa noite...).
É precisar sentir a energia da união de meus irmãos nos eventos em família - mesmo não demonstrando esse meu sentimento - principalmente na casa onde fomos todos criados.
É revitalizar minha alma estando com meus sobrinhos, embora me considerem o Tio mais chato.
É venerar meu pai, embora do meu jeito e agradecer sempre pelas pessoas que Deus me presenteou como família, embora não entendendo esse propósito.

É ter saudades; Saudade de ver as estrelas pela janela azul do quarto do fundo e tentar o máximo que podia permanecer acordado para ver o mundo encantado dos brinquedos que eu não tive.
É ter saudade de jogar dominó, baralho até tarde na praçinha em frente a minha casa.
Saudade de ficar acordado até tarde, mesmo que morrendo de sono, esperando minha irmã trazer um lanche que ela não quisesse comer.
Saudade de adorar dias de chuvas para depois brincar de corrida de barquinhos na rua da minha casa sem me importar que achassem aquilo estranho.

É ter saudade de ser quem não sou mais e uma ansiedade imensa de saber quem eu serei...


@Douglas_Lugano

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Desde que se pague por ela!

Fui ao Supermercado, fiquei namorando uma bermuda e uma camiseta que com certeza cairia muito bem em mim. Gostaria de saber se é feio, brega ou até mesmo "coisa de pobre" comprar roupa em supermercado?
(Helton Xavier - São Paulo)

Caro Helton, hoje em dia as grandes redes varejistas querem proporcionar o maximo de conforto e praticidade para seus clientes. Os setores "Softs"- Cama, mesa e banho, estão disponiveis para isso mesmo.

Se você viu uma peça e gostou, certifique-se de que o valor esteja de acordo com seu orçamento, se as taxas de juros estão de acordo com o PIB, se a marca é de sua preferencia ou se a cor vai combinar com aquela bermuda que você viu no catálogo e pensa em comprar.... Esquece tudo o que eu falei! O que quero dizer é que se você viu, experimentou e gostou, porque nao comprar? Não vejo constrangimento em comprar uma peça que tenha visto e gostado.

Lembre-se de que você tem todos os direitos assegurados caso você não tenha gostado - o que é normal - e queira trocar por uma outra peça. Caso tenha optado por pagar parcelado, consulte sobre a quantidade de parcela e as taxas de juros, informe-se também pelo cartão da propria rede, ele pode dar ainda mais vantagens.


Lembre-se de que não é coisa de pobre. Feio é comprar e não poder pagar depois.

Se alguem fizer alguma brincadeira, responda ironicamente: "O que que é? To pagaaaando!"

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Até a próxima!